Nem um minuto.

Um minuto de silêncio para você que amou mas nunca falou isso em voz alta. Para você que achou que sempre poderia voltar atrás de suas besteiras e seus atos infantis, encontrando tudo como era antes e seguir em frente mais uma vez.
Um minuto de silêncio para você que foi fria, seca, sem alma, sem coração, para você que não se sensibilizou com o teu próprio irmão, para você que nunca bateu palma para o pôr-do-sol no Arpoador, que nunca viu emoção em uma queima de fogos, em um dia de chuva, em um arco-íris qualquer.
Um minuto de silêncio para você que gasta sua risível existência julgando os outros, suas roupas, seus atos, suas gírias, seus erros de português, seu peso ao invés de se preocupar com as pequenas coisas que te colocariam um sorriso sincero na cara.
Um minuto de silêncio para você que tanto quis status mas que agora tá aí sozinha, que nem uma boba, em um patamar onde o amor não consegue subir e onde a felicidade nem sabe que existe.
Um minuto de silêncio para você, que focou sua vida em ser racional, calmo, equilibrado, intelectual, sarcástico, irônico, vil e todo tipo de deboche desnecessário.

Um minuto de silêncio é pouco. Pegue todo meu desprezo e leva pra tua vidinha medíocre para ver se minha indiferença te preenche de alguma coisa. Porque de resto, você não tem nada além de suas próprias merdas.

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